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O grão de feijão é duro como pedra. É só na panela de pressão que vira um ótimo alimento"

created Monday January 05, 22:18 by tecale


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Eu tinha vinte anos e tudo para ser feliz. No entanto, não era isso que acontecia. Era um jovem trevoso, deprimido, amargurado, perturbado, perturbado...
Todas as noites, bastava fechar os olhos para eu escutar barulhos estranhos pela casa, passos e vozes. Ficava apavorado. Abria os olhos e enxergava vultos andando no meio da escuridão. Cobria a cabeça com o lençol e tentava me convencer de que tudo aquilo era minha imaginação.
Em vão: continuava a ouvir barulhos estranhos  pela casa e muitas vozes. O pavor aumentava. Não via a hora que o dia nascesse. Mas a noite se arrastava longamente. Eu ficava rolando na cama e não me ajeitava em posição alguma. Parecia que o colchão era todo feito de pedras.  
Demorava horas para pegar no sono. Quando finalmente adormecia, vencido pelo cansaço, era cansaço, era assombrado com pesadelos horríveis. Sonhava com pessoas mortas e, multas vezes, que eu mesmo estava morrendo. Pelo menos, três vezes por semana eu acordava gritando, o coração disparado e o corpo banhado de suor. Os pesadelos eram reais demais. Pensava o tempo todo em suicídio. Queria morrer, sumir, desaparecer. E o mais contraditório nisso tudo é que , ao mesmo tempo em que pensava em suicídio, eu morria de medo de morrer...
No campo profissional, familiar e sentimental minha vida era um desastre. Tudo dava errado e nada me contentava. Andava com más companhias e tinha prazer nas coisas erradas e nos vícios. Brigava com todo mudo.
Como cheguei àquele ponto? Tive uma boa formação.
Minha mãe havia me ensinado princípios valiosos na minha infância. Com ela aprendi a nunca jurar, a ter temor a Deus e a sempre dizer a verdade. Porém, naquele momento, tudo parecia ter-se perdido. Posso lhe garantir que, aos vinte anos, a morte era uma proposta que seduzia o meu espírito.
Uma noite, acordei no meio da madrugada e comecei a pensar  em todas as coisas da minha vida. E tive uma crise de choro, misturada com remorso, arrependimento, solidão. Um choro amargo, incontrolável, dolorido, que apertava o meu peito e fazia as lágrimas jorrarem como sangue quente. chorava de soluçar, enquanto as tristes cenas da minha vida, como num filme de terror, passavam na minha mente.  
De repente, uma paz incrível me envolveu. O choro estancou instantaneamente! E uma Voz, que eu nunca tinha ouvido, disse:  
"Em SESSENTE DIAS EU TE LIBERTAREI".

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